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Postado em 07/10/2013 - 7:51
Le Parc: a forma da percepção
Giselle Beiguelman

Pioneiro das interseções das artes visuais com a ciência, Le Parc tem obra revista no Brasil

Le Parc

Legenda: Boîte-Lumière (1960-1971), de Julio Le Parc, da coleção Daros Latinamerica

Não se fala da história da Arte e Tecnologia sem passar pela obra de Julio Le Parc. Artista argentino nascido em 1928 e radicado em Paris desde 1958, é um pioneiro das interseções das artes visuais com a ciência. Econômico no número de materiais que emprega, explora com versatilidade a participação visual do público por meio de dispositivos ópticos e cinéticos.

Nascido em Mendoza, estudou em Buenos Aires, onde se encontrou com o grupo marxista Arte Concreta, liderado por Lucio Fontana. Mas foi em Paris que sua obra assumiu as características que o celebrizaram: movimento, transparência, caráter sistêmico. Inspirou a primeira coleção do estilista Paco Rabanne e integrou o Grupo Grav (Groupe de Recherche d’Art Visuel), cujo Manifesto aspirava tirar o espectador de suas inibições, orientando-o para a interação com outros espectadores.

A obra do grande mestre, que completou 85 anos em 23 de setembro, é comemorada em duas grandes mostras na Galeria Nara Roesler e na Casa Daros. Na galeria, a mostra conta com curadoria da colecionadora e estudiosa de arte latino-americana, a venezuelana-americana Estrellita Brodsky, e terá uma instalação inédita, concebida para a ocasião. Na Casa Daros, a ênfase é na obra luminosa de Le Parc, conforme destaca o curador Hans-Michael Herzog no prefácio do catálogo.

Nota publicada originalmente na seLecT #14

Serviço:

Quando: De 3/10 a 9/11

Onde: Uma Busca Permanente. Galeria Nara Roesler, Av. Europa, 655, SP // Le Parc Lumière – Obras Cinéticas de Julio Le Parc, de 12/10 a 24/2/2014. Casa Daros, RJ